3 Cervejarias e um objetivo: Levar o bom e barato ao mercado

O que a Pistonhead, Maniacs Brewing Co. e linha Martina da Blondine tem em comum? Trazer a boa cerveja para o público que está conhecendo a cerveja artesanal mas com um preço justo. Ou não somente este público!

Antes de ser aprovado para entrar em vigor em 2018 o Simples Nacional, que é a tributação mais justas para as microcervejarias, um dos grandes desafios para as microcervejarias é ter um preço bem honesto mas com uma boa qualidade de seu produto final ao público, mas o desafio está sendo bem grande, das diversas vezes, os preços chegam em um valor até além do imaginável.

Para suprir as necessidades dos ‘sedentos a cerveja boa’, três cervejarias resolveram trazer ao mercado um produto que em seu resultado é bem satisfatório porém com um preço bem atrativo para levar a cultura cervejeira além da mainstream. A primeira a encarar este desafio foi a Maniacs Brewing Co. em 2016.

A ideia de ter uma cervejaria própria vem desde quando não existia a BeerManiacs (distribuidora e importadora), o CEO da marca, Iron Mendes já é um cervejeiro de panela e sabe muito bem como entender este mercado. O mercado de cervejas artesanais continua a crescer ano a ano, mais ainda comparado com as gigantes, chega ser muito pequeno, e a Maniacs veio para enfrentar eles com cervejas de alto drinkability, fáceis de beber e com custo bem abaixo de muita cerveja artesanal que é vendida no mercado. A marca também é comandada por André Oliveira, o ‘Guaxupé’.

De inicio, eles trouxeram três estilos para encarar o gigante mercado das cervejas em geral, Pilsen, IPA e Saison, todas com um custo muito abaixo de uma cerveja artesanal, porém com uma qualidade aceitável ao público consumidor de cervejas leves e refrescantes. A média de preços é de R$6,90 (latas), R$6,90 a R$9,90 (garrafa 300ml), R$12,90 (garrafa 600ml) e R$15 a R$26 (somente garrafa 600ml). Existe também nas versões chopes com um preço bem interessante.

Hoje a marca expandiu e tem a linha de cervejas Nitro (IPA, Red Ale e Stout) além da novidade Summer, uma Pale Ale que será bem vinda ao verão brasileiro. Todas chegaram também em cooler box, onde você pode gelar as próprias latas para consumir rapidamente, tal feito que este tipo de embalagem foi premiada pela marca, fora as próprias cervejas da Maniacs que já são premiadas nos concursos brasileiros e mundiais. (clique aqui)

Chegando lá para o final de 2016 mas com força total em 2017, a sueca Pistonhead veio ao Brasil pela distribuidora Get Cervejas Especiais que inicialmente trouxe os rótulos Kustom Lager (Pilsner) e Flat Tire (Hop Lager) com um preço de um custo/benefício bem atrativo.

A cervejaria que surgiu em 2011, tem sua produção feita na Brutal Brewing, do grupo Spendrups, também sueca. A missão da Pistonhead é criar produtos inovadores e expansivos, assim atendendo uma leva grande de consumidores. Por lá também os preços das cervejas são muito baratos e atendem uma boa demanda de consumidor.

Em abril de 2017 a Get Cervejas Especiais oficializou a vinda da marca ao país com o lançamento do terceiro rótulo no Brasil, a Full Amber (Amber Lager) também de preço justo. Atualmente os valores das cervejas são de R$6 a R$10 a Kustom Lager, R$7 a R$12 Flat Tire e R$8 a R$15 a Full Amber. As três cervejas tem um alto drinkability e propicio para o verão, claro que isso não tem impeça em curtir em outras estações! 😉

A mais nova guerreira a entrar nessa batalha é a Martina, a nova linha de cervejas boas e baratas da Blondine. Inicialmente a marca está trabalhando com três estilos, Pilsen, Witbier e IPA.

Com a estratégia que a marca fez em divulgação da novidade, em apenas 45 dias do lançamento, foram vendidos 60.000 unidades da linha e ao que indica será ainda maior nos próximos meses. Aliás, o comando da linha Martina ficará somente com a Sibele Xerfan, sócia da Blondine junto ao marido Aloísio Xerfan.

Assim como elas sugerem, as cervejas são para tomar sem precisar de análises, em qualquer copo ou até mesmo no bico da garrafa.

A linha Martina vem com dois tipos de garrafas para o consumidor, 330ml e 600ml, além das versões chope, e pelos preços de R$6 a R$10 na Pilsen e R$7 a R$12 na Witbier e IPA. Para o público que não conhece a cerveja artesanal, não irão se assustar, já que alto drinkability que ambos rótulos tem, é propicio para uma boa degustação.

Nestes links abaixo, tem a degustação dos rótulos de cada uma para você conhecer melhor cada cerveja:

Isso é apenas um passo que o mercado da cerveja artesanal deu para concorrer com as grandes cervejarias, e a briga ficará ainda mais interessante, quando o Simples Nacional entrar em vigor oficialmente em 2018, assim a carta de cervejas que você costuma comprar, venha com um preço muito bom para o consumidor final.

O primeira fase já começou, agora é aguardar a nova para ver como se desenvolvem.

#BebaLocal

About Henrique Carnevalli

Viciado em música, Pirado na fase psicodélica do Ronnie Von e Corinthiano. Lupúlomaníaco e Beer Sommelier formado no ICB.

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