Veins – Innocence

Banda de Death Metal vinda de Roma formada em 2014 por Ricardo Piazza e Francesco De Canio. Logo Fabio Romano e Lorenzo Natale juntaram-se ao time e assim gravaram Innocence de 2016, primeiro disco da banda Veins.

Este disco tem como inspiração os recentes conflitos no Oriente Médio, onde os jovens são obrigados a deixar boa parte de sua preciosa adolescência para seguir com um futuro totalmente diferente e incerto.

Mas também outros temas são tratados neste trabalho, como a morte, a vida e a forma como vivemos nossas vidas.

Vamos ver de que forma estes temas são refletidos nas músicas deste disco.

O disco começa com uma introdução de pouco mais de 30 segundos intitulada Animula Vagula Blandula e na sequência temos Part I e Dawn, duas músicas bem rápidas e potentes com riffs de guitarras que marcam muito o compasso da música.

Em Reflections, a voz parece estar mais baixa do que o normal até a metade da música depois melhora com o passar do tempo.

Tanto em Part II como na próxima, Dying, já tem uma levada mais cadenciada, bem diferente das outras que são mais rápidas.

Na próxima, Bullet in the Head, outra música bastante rápida, porém em alguns momentos não ficando tão claramente harmônica.

Innocence, faixa título e provavelmente a faixa mais atípica do disco, pois tem sons de sinos, dedilhados, e a voz realmente é o diferencial nela, além de sua introdução.

Take My Hand é também outra faixa bem rápida, porém em que alguns momentos tem umas pausas, diferenciando-se das demais.

O disco fecha com Time Doesn´t Exist, faixa instrumental e a maior do disco. Sem dúvida esta faixa e a Dying são as melhores do disco, justamente por não serem tão iguais as demais. Nestas duas faixas parece que ousaram em experimentar um pouco mais, e isso fez toda a diferença.

Arte
A capa, de inocente não tem nada, mostrando crianças sendo dilaceradas e despedaçadas por um monstro de chifres. A ilustração é forte, porém bem feita e isso se mostra nos detalhes.

No geral, lembrei muito de duas bandas: Ministry e a banda alemã Rammstein, que faz uma mistura de som pesado, industrial, eletrônico misturado à poesias. Em muitos momentos achei que Veins lembrava muito destas duas bandas.
O Death Metal, se é assim que podemos definir o som dos caras, por muitas vezes misturam muitos instrumentos ao mesmo tempo, ficando o som confuso e poluído. As bandas não precisam serem assim para serem Death Metal, pode-se fazer um som neste estilo um pouco mais limpo, até mesmo para valorizar ainda mais os instrumentos.
Desta vez a banda irá levar 7 cervejas bem geladas, um incentivo à ousarem mais e mais!

Formação
Francesco De Canio – Vocals/Rhythm Guitar
Lorenzo Natale – Lead Guitar
Fabio Romano – Bass
Riccardo Piazza – Drums

Veins – Innocence (2016 – Rockshots Records)

Track List
01.Animula Vagula Blandula
02.Part I
03.Dawn
04.Reflections
05.Part II
06.Dying
07.Bullet in the Head
08.Innocence
09.Take My Hand
10.Time Doesn´t Exist

NOTA: 07/10

About Alex Silva

Headbanger desde que se conhece por gente, Design Gráfico de formação, fissurado por discos de vinil de bandas de hard/rock/metal/punk nacional dos anos 80/90´s, no entanto um apreciador de uma boa música, independente de estilos.

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