Kevim Claudio e AJ Olivera (Phelan)

A nossa edição 41 e última de 2016 é com os integrantes da banda paranaense Phelan, Kevim Claudio e AJ Olivera! Os músicos contaram sobre a história da banda, produção do novo álbum, inicio musical, a entrada de AJ na banda, cervejas e entre outros assuntos que vale a pena a leitura!

Formado em Curitiba/PR, o Phelan é uma banda de Heavy Metal que tem sua personalidade! As letras são bem intensas que nos levam a refletir, o exemplo disso é o CD-Demo lançado em 2005, “Eyes Of Fear” e “Crossing Realities” de 2011. O próximo disco da banda já está previsto para lançar em 2017.

Pega sua breja paranaense e confira a entrevista!

ROCKBREJA: Obrigado Kevin e AJ pelo espaço para a nossa entrevista, conte um pouco sobre como começou a banda Phelan.

AJ: Nós é que agrademos pela oportunidade!

Kevim: A banda surgiu em 2003. A formação inicial foi com Tiago Rada (guitarra) e J. Narciso (baixo), que através de um anúncio encontraram Ismail Masri (bateria). Os três músicos iniciaram as composições e em paralelo saíram em busca dos demais integrantes. No início a banda foi batizada de Mantra, e em 2004, após algumas audições e curtas permanências de alguns membros, a banda estava com a formação que viria a gravar o primeiro EP “Eyes of Fear”, no mesmo ano.

ROCKBREJA: Qual a origem do nome Phelan? E porque a escolha?

Kevim: O primeiro nome da banda foi Mantra, no entanto foi descoberto que havia uma banda mineira que já usava o nome há algum tempo. O nome Phelan, que significa “lobo” em um dialeto celta, foi escolhido por unanimidade entre os membros da banda na época, dentre algumas opções trazidas por todos. Em linhas gerais, buscava-se um nome forte e a única restrição era que não fosse em inglês. A escolha do nome baseou-se tanto na força quanto na sonoridade e significado. Na tradição do xamanismo, o totem lobo possui um significado bastante profundo, no qual o animal é um símbolo de lealdade e proteção. A banda vem explorando essa tradição em suas letras e sonoridade, principalmente nas músicas que estão sendo compostas para o novo álbum, que está em produção.

ROCKBREJA: Em 2005 foi lançado o EP “Eyes of Fear” e cinco anos depois o “Crossing Realities”, neste grande intervalo as composições da banda acaba se acumulando ou vão ficando melhores para um próximo lançamento?

AJ: Com as mudanças de formação da banda vão mudando também as composições. Novos membros chegam com novas ideias e tudo vai se somando. Algumas ideias antigas são renovadas e utilizadas, mas, em geral, as músicas novas surgem da soma das influências dos membros atuais.

Kevim: Ao longo do tempo muitas composições vão sendo guardadas sim, porém a cada álbum lançado ganhamos cada vez mais experiência e inspiração. Estudamos muito também sobre diversas áreas da música, principalmente sobre a área de composição. Estamos sempre nos atualizando e trazendo novidades, para nós é algo muito natural!

Phelan / Foto: Divulgação
Phelan / Foto: Divulgação

ROCKBREJA: O que podemos esperar no próximo trabalho da banda?

AJ: A formação atual da banda tem músicos com formações e influências variadas, o que se reflete nas composições do novo álbum. Além do peso característico do metal, com riffs cortantes, solos rápidos e vocais agudos, o novo álbum trará uma mescla de estilos e sonoridades. Estamos trabalhando em uma parceria muito interessante que influenciará tanto no som quanto na temática da banda no novo álbum. Será algo especial, mas por enquanto ainda não podemos divulgar…

Kevim: Nesse álbum contaremos com a produção de Thiago Bianchi, do Noturnall. Músico muito experiente e influente na área. Gravaremos no seu estúdio Fusão em Cotia, São Paulo. Escolhemos o Thiago, pois seu estilo se parece muito com o nosso, e com sua experiência temos a certeza de fazer um álbum no qual poderemos utilizar todo nosso potencial da melhor maneira possível. Já em relação as novas linhas das músicas, o baixo se torna muito mais presente, as músicas estão mais pesadas, mas ao mesmo tempo as melodias sempre estão bem presentes. Temos riffs mais marcantes e solos de guitarras mais técnicos. A bateria possui mais pegada e precisão, o vocal está muito potente e com agudos arrasadores. Diferente dos outros álbuns, nós adotamos um estilo muito próprio por conta da nova formação, todos possuem ideias muito parecidas. Fazemos uma mescla desde o Heavy/Power Metal, até estilos mais pesados como o Thrash. E inclusive estamos fazendo mais testes e experimentações que não podemos divulgar ainda, mas já adianto que será um álbum temático e notável!

ROCKBREJA: Conte um pouco sobre como começou seus primeiros contatos com a música.

AJ: Quando eu era criança, por volta dos 5 anos, meu pai costumava ouvir rock no toca-fitas do carro durante nossas viagens, bandas como Nazareth, Creedence Clearwater Revival, Slade e Queen, mas na época aquilo era barulho demais pra mim e eu não gostava do som alto (risos). Comecei a estudar música aos dez anos de idade, quando ganhei um violino e meus pais me matricularam em uma escola de música. Estudei o instrumento por algum tempo e então migrei para o órgão eletrônico. Nessa época pude ter mais contato e começar a entender melhor a teoria musical. Comprava revistas e estudava muito em casa além das aulas na escola. Aos 13 anos, ouvi o álbum Apettite for Destruction, do Guns n’ Roses e a sonoridade das músicas Welcome to the jungle, Mr. Brownstone e Rocket queen me surpreendeu, eu nunca tinha ouvido algo como aquilo. Foi nesse momento em que descobri o que queria fazer da vida! Então comecei a estudar violão e guitarra por conta própria, pegando emprestados os instrumentos de amigos. Logo fui convidado para uma banda da escola para tocar baixo, mesmo sem nunca ter segurado um. Consegui comprar um baixo usado, um Giannini Sonic de escala curta, surrado, horrível, mas que me proporcionou a primeira experiência em uma banda de rock!

Kevim: Meu primeiro contato com a música foi logo quando criança, quando meu irmão por influências de amigos, levou alguns CDs para casa, no qual tinha grandes nomes como Pink Floyd e Led Zeppelin. Eu era muito novo, tinha cerca de 6 a 7 anos, não compreendia muito bem o que era aquilo, mas me conquistou desde o primeiro momento no qual ouvi. Porém certo dia meu irmão chegou com um CD em casa, na época recém lançado da banda Angra em 2001, se chama “Rebirth”. Aquilo era diferente de tudo que eu já havia ouvido e apesar de muito novo, eu já havia me decidido qual estilo de música eu queria continuar ouvindo. O tempo passou e minha paixão pelo Metal apenas aumentou, até que depois de muito pedir, aos 15 anos ganhei minha primeira guitarra de meu pai. Foi um dos dias mais felizes de toda minha vida, mal ele sabia que a partir dali eu escolheria o que queria ser, o que eu queria viver, o que eu mais queria fazer. Desde então a guitarra tem sido minha companheira que jamais me abandonou.

ROCKBREJA: Recentemente vocês ganharam um prêmio Tendas Music Fest, qual o significado de ter um trabalho reconhecido pela critica?

AJ: Além do reconhecimento dos jurados pelo trabalho da banda e da exposição gerada por vencer o festival, foi também muito gratificante poder apresentar as músicas da banda para um público novo e ver que estão sendo bem recebidas. O reconhecimento da crítica com certeza motivou ainda mais os membros da banda a trabalhar nas composições do novo álbum.

Phelan durante a premiação. / Foto: Divulgação
Phelan durante a premiação. / Foto: Divulgação

ROCKBREJA: Você AJ, é o mais recente integrante da banda, como foi se adaptar ao mundo Phelan?

AJ: Estou na banda há pouco mais de dois meses e o trabalho tem sido intenso. Além de colaborar na criação de músicas novas, precisei estudar paralelamente o repertório com covers e músicas antigas da banda, pois tínhamos um show no Curitiba Rock Metal Fest e as apresentações no Tendas Music Fest. Agora continuamos compondo e lapidando as músicas para o novo álbum, escrevendo letras, etc.. Fui muito bem recebido pela banda e posso dizer que me adaptei rápido à dinâmica de ensaios e composição da Phelan, que é diferente das outras bandas em que toquei.

ROCKBREJA: Vocês são do Paraná, região com grandes cervejarias artesanais, vocês já visitaram algumas delas para degustar as cervejas?

AJ: A região de Curitiba possui ótimas cervejarias. Recentemente visitei a Asgard e a Bodebrown por aqui, mas há também uma ótima cervejaria em Ponta Grossa, perto de Curitiba, chamada Brauerei Schultz.

ROCKBREJA: Qual cerveja vocês experimentaram e gostaram?

AJ: Da Asgard, a que eu mais gostei foi a Red Ale (meu estilo preferido!) e da Bodebrown a Wee Heavy. Pude experimentar também a Witbier da Brauerei Schultz, com raspas de laranja, e recomendo! Existe também a Way Beer, em Pinhais, que possui vários estilos, dentre os quais eu destaco a Cream Porter e a Avelã Porter.

Cream Porter (Estilo: Baltic Porter / ABV: 5,6% / Cervejaria: Way Beer / País: Brasil)
Cream Porter (Estilo: Baltic Porter / ABV: 5,6% / Cervejaria: Way Beer / País: Brasil)

ROCKBREJA: Se a Phelan criasse uma cerveja, qual o nome vocês colocariam e indo além, um estilo para ela (IPA, Pilsen, Stout…)?

AJ: Se eu tivesse que escolher, com certeza seria uma Irish Red Ale! Tanto por causa do sabor quanto por ser originária da Irlanda, um dos países onde viveram os povos Celtas, cujo idioma deu origem ao nome da banda Phelan. O nome da cerveja poderia ser Time Traveler (viajante do tempo), que é também o título de uma das novas músicas que estarão no nosso novo álbum. Segundo o nosso guitarrista Tiago, Time Traveler é o nome ideal, pois se você beber demais dessa cerveja, você perde a noção do tempo e espaço (risos). Então é isso: Time Traveler – Irish Red Ale, by Phelan!

ROCKBREJA: Qual o próximo passo da banda pelos próximos anos?

Kevim: Após o lançamento do álbum, planejamos turnês tanto no Brasil, quanto fora dele. Além de gravações de vídeo aulas das novas músicas, lives, clipes oficiais e também o DVD da banda. E claro já estaremos trabalhando nas composições para o próximo CD.

ROCKBREJA: Rock + Breja, o que faz pensar nesta combinação?

AJ: Bons momentos! Aproveitar o tempo com amigos ouvindo um som de qualidade e degustando uma boa cerveja ou fazer um show e relaxar em seguida com um chope delicioso. Nada melhor para fugir da correria do dia a dia!

ROCKBREJA: Uma mensagem final para os fãs do Phelan em nosso site.

AJ: Nós agradecemos o RockBreja pelo espaço e pedimos aos fãs e amigos que curtam a página da banda no Facebook (Banda Phelan) para acompanhar as novidades sobre a banda, porque vem muita coisa boa por aí!

Links:
http://www.phelanmetal.com/
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Agradecimentos: Rômel Santos (Dunna Records)

About Henrique Carnevalli

Viciado em música, Pirado na fase psicodélica do Ronnie Von e Corinthiano. Lupúlomaníaco e Beer Sommelier formado no ICB.

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