Giuliano Batista (Foba)

A nossa edição 30 do RockBreja+Prosa e última de 2015 conversa com uma promessa do rock para 2016! Giuliano Batista, líder da banda Foba!

O músico todo descontraído contou sobre o mais recente EP “Gilgamesh” que vem recebendo boas criticas positivas, o mais novo videoclipe, primeiros contatos com o rock, cerveja e mais cerveja!

A banda Foba que é de origem paranaense, traz um sentimento de rebeldia das juventudes que é bem difícil de se ver no mundo musical, as letras contam um pouco das noitadas bêbadas junto a um violão, mas com muita atitude e letras inteligentes. Formado pelos integrantes Giuliano Batista, Wonder Bettin, Thiago Busse, Yuri Vasselai e Thiago “Trosso” Jorge, traz novamente o Paraná como destaque no mundo do rock e da cerveja também!

Pega sua breja mais forte e vem ler a entrevista!

ROCKBREJA: Obrigado pelo espaço concedido para responder algumas perguntas Giuliano, conte um pouco sobre o trabalho mais recente, o EP “Gilgamesh”:

Giuliano: Gilgamesh é a continuação do primeiro EP, Coroados. Fala sobre amor e ódio, sobre ficar velho e sobre física quântica. Respectivamente.

 

ROCKBREJA: Senti certa semelhança visual nos dois EP’s lançados pela banda, “Coroados” e “Gilgamesh”, a ideia destas artes da capa ficou por conta de quem?

Giuliano: De mim, mesmo. É um auto-retrato.

Gilgamesh (2015)
Gilgamesh (2015)

ROCKBREJA: Existe uma história que passa nestas capas lançadas?

Giuliano: Nenhuma.

 

ROCKBREJA: O novo videoclipe “Cão do Inferno” além de ser bem irreverente, faz algumas menções de Jim Morrisson e do clássico vídeo do Red Hot, “Scar Tissue”, conte um pouco sobre os bastidores da criação deste videoclipe:

Giuliano: Bom, em primeiro lugar, é importante dizer que por trás das câmeras eu já fiz muitos videoclipes. Além da música eu trabalho com filmes já há algum tempo. Sou sócio de uma produtora em Curitiba chamada Asteroide Filmes.

Bem, depois que eu desisti de fazer o clipe no Atacama e resolvi recriar um deserto em estúdio as coisas começaram a ficar divertidas. A princípio eu não sabia como ia fazer os animais. Então visitamos (eu e Guilherme Biglia, o diretor) o Museu de História Natural do Capão da Imbuia e parece que naquele dia tudo se resolveu. Ficamos fascinados com os dioramas que recriavam habitats, e claro, com os animais empalhados que pegamos emprestado. Foi lá que conhecemos um cara chamado Paulo Iguana, que se encarregou de recriar o deserto. Esse museu realmente presta um trabalho fantástico.

Filmamos tudo em uma diária. Foi puxado mas um dos trabalhos mais legais que já fiz. Dava pra ver que toda a equipe estava muito feliz e isso é um negócio emocionante.

A pós-produção foi mais difícil. Sabíamos que ia dar trabalho, mas acabou dando um pouco mais de trabalho do que imaginávamos. Guilherme Guinness foi o cara. Ele que fez a mágica de compor os cenários e colocar as cabeças de animais nas garotas. Ele é o verdadeiro cirurgião. Além disso, ele tocou baixo no primeiro EP e fizemos alguns shows.

ROCKBREJA: As inspirações para as letras tão criativas nos dois EP são de onde?

Giuliano: Normalmente elas vêm em tempos sombrios, pra aplacar a tristeza.

 

ROCKBREJA: Você lembra como foi seu primeiro contato ao mundo do rock?

Giuliano: Acho que foi ouvindo Raul Seixas no carro dos meu pais. Era a fita de “Maluco Beleza”, com o Raul e a guitarrona vermelha na capa. Decorei todas as letras.

Foba
Foba

ROCKBREJA: Entrando no mundo da cerveja, você tem alguma preferência de estilo de breja?

Giuliano: Cara, sou muito fã da Rauchbier. Lógico que não é o tipo de cerveja que você aguenta tomar toda hora, e nem a cerveja que todo mundo vai curtir. É tipo pizza de aliche (que eu também amo).

 

ROCKBREJA: Como começou a sua paixão pelo Rock?

Giuliano: Sei lá. Provavelmente ouvindo Nirvana no ônibus da escola.

 

ROCKBREJA: Com o “Boom” das cervejas artesanais brasileira, a escolha por uma favorita fica bem difícil, existe alguma cerveja que você achou curioso experimentar?

Giuliano: Aqui em Curitiba tem muita cerveja boa, acredito que é a capital da cerveja artesanal. A F#%*ing Beer acabou de lançar uma APA em parceria com um bar daqui chamado Whatafuck. Virou a Whatafucking Beer. Bastante lúpulo, toque cítrico, uma cerveja excelente.

 

ROCKBREJA: Uma cerveja que você recomenda ao nosso site:

Giuliano: Essa mesmo. Whatafucking Beer.

whatafuckingbeer
Whatafucking Beer (Estilo: American Pale Ale / Teor Alcoólico: 4,7% / Cervejaria: F#%*ing Beer / País: Brasil)

 

ROCKBREJA: Se a banda lançasse uma cerveja, qual faixa seria a representante com o nome no rótulo?

Giuliano: “Cão do Inferno” seria interessante.

 

ROCKBREJA: Rock + Breja, o que faz você pensar esta combinação?

Giuliano: Conte comigo.

 

ROCKBREJA: Uma mensagem final para os fãs do Foba aqui no site:

Giuliano: Comam menos carne, bebam bastante cerveja, respeitem os golfinhos e não confie em ninguém com mais de 32 anos.

 

Links:
https://www.facebook.com/fobasound
https://soundcloud.com/fobasound

 

Agradecimentos: Lucas Lanzoni (Agência Varanda)

About Henrique Carnevalli

Viciado em música, Pirado na fase psicodélica do Ronnie Von e Corinthiano. Lupúlomaníaco e Beer Sommelier formado no ICB.

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