Foto: Anderson Ilmar

Ricardo Ueno (Impéria)

A nossa 32ª edição do RockBreja + Prosa conversa com o baixista do Impéria, Ricardo Ueno! O músico contou um pouco sobre o próximo trabalho da banda, SuperStar, contato com o rock e claro suas paixões cervejeiras.

O Impéria é uma banda de São Paulo que teve início em 1996 com uma reunião de amigos de escola, claro que muita água passou por lá, inclusive a troca de muitos integrantes também, mas o segmento foi importante nestas fases, uma mistura do hard rock com elementos de Heavy Metal. “Em Dias Assim” é o seu debut disco que abriu portas para a banda (Review clique aqui) e ainda se adaptar ao novo rock que estava em crescimento.

Vamos pegar sua Tripel e ler a entrevista?

ROCKBREJA:  Obrigado pelo espaço concedido ao nosso site Ricardo, conte como estão os preparativos do novo disco?

Ricardo Ueno: Às vezes penso que fazer um disco é como fazer uma cerveja. É um trabalho árduo, mas gratificante em que pequenas mudanças em um ingrediente fazem diferença no produto final. Mas, estamos no processo de gravação de algumas músicas que devemos lançar em breve.

 

ROCKBREJA: No debut disco da banda, “Em Dias Assim” (2011) e na canção “Dias de Paz”, teve a participação e produção de Fernando Magalhães (Barão Vermelho). Como surgiu a escolha dele para produção deste álbum?

Ricardo: Queríamos um produtor que viesse do rock. O Fernando é o guitarrista de uma das bandas mais importantes do país e depois que o conhecemos em um show do próprio Fernando foi fácil a escolha de trabalhar com ele. Além das contribuições no trabalho em estúdio, conviver com ele foi muito bacana, o Fernando é o tipo de pessoa com a qual você quer tomar algumas cervejas.

imperiaalbum

ROCKBREJA: Um dos grandes destaques nos últimos anos foi o “SuperStar” da Rede Globo, que além de abrir portas para as novas bandas, é um caminho para chamar atenção ao público sobre o seu trabalho, o que você acha destes programas que ajudam a “guinar” a carreira das bandas?

Ricardo: De forma geral esse tipo de reality show, seja musical ou até gastronômico, deve ser uma experiência interessante, o participante poder ter contato com profissionais que atingiram o sucesso em sua área de atuação e que podem fornecer um feedback sobre seu trabalho e o que pode ser melhorado. Além disso, eles chamam a atenção do público geral para os temas tratados nos programas. Quem sabe não podem fazer um para cervejeiros artesanais mostrarem seu trabalho.

 

ROCKBREJA: O som atual de vocês quando ouvi e fizemos o review do disco, é muito ligado ao rock dos anos 2000, vocês pretendem manter estas sonoridade nos próximos trabalhos?

Ricardo: Essencialmente sim, poderão haver algumas músicas que possam ter uma sonoridade que faça alguma referência a outras décadas, mas a essência permanecerá sendo uma sonoridade que reflita as décadas de 90 e 2000, foram os anos em que vivemos e acho que mais consumimos música. Apesar de ouvirmos muitas bandas e discos da década de 70 e 80 também.

Imperia (1)
Impéria (Ricardo Ueno – Baixo / Flavius Deliberalli – Bateria / Marcio Deliberalli – Vocal e Felippe Deliberalli – Guitarra) / Foto: Divulgação

ROCKBREJA: Como foi o seu primeiro contato com o Rock?

Ricardo: Acho que foi por meio do programa Clip Trip, que passava se não estou enganado na TV Gazeta. Me lembro que passavam muitos clipes do Guns’n’Roses.

 

ROCKBREJA: Agora no mundo da cerveja, me conte qual estilo de breja que você costuma tomar?

Ricardo: Gosto de diversos tipos de cerveja das amargas às frutadas e mesmo às que possuem sabor doce.

 

ROCKBREJA:  Você consegue acompanhar os Festivais de Cerveja que acontece no Brasil? Já foi em algum deles?

Ricardo: Infelizmente não Já fui até o Blumenau, mas não na época da Oktoberfest, de qualquer forma era possível comprar e beber boas cervejas em lojas e restaurantes do Parque Vila Germânica, onde é realizado o evento.

 

ROCKBREJA:  Uma cerveja que você recomenda ao nosso site:

Ricardo: Das importadas a La Trappe,  se estiver quente no dia beba a Blond e se estiver frio beba a Quadrupel, que tem o teor alcoólico de 10%. Das nacionais recomendo a Coruja Strix, mas gosto da Saint Bier e da Baden Baden. Temos muitas opções de cervejas boas produzidas em todas as regiões do Brasil.

La Trappe Quadrupel (Estilo: Belgian Quadrupel / Teor Alcoólico: 10% / Cervejaria: De Koningshoeven / País: Holanda)
La Trappe Quadrupel (Estilo: Belgian Quadrupel / Teor Alcoólico: 10% / Cervejaria: De Koningshoeven / País: Holanda)

ROCKBREJA:  Se o Impéria criasse uma cerveja, qual nome daria para ela?

Ricardo: A cerveja poderia até se chamar Impéria, apenas daria os nomes para os diferentes tipos. Se a cerveja fosse do tipo Pilsen ela seria a “Pentatônica”, se fosse do tipo Ale ela se chamaria “Melódica”, se fosse do tipo Stout se chamaria “Menor”. Acho que daria nomes de termos musicais para os diferentes tipos de cerveja.

 

ROCKBREJA:  Para encerrar, para você, Rock e Breja, o que faz pensar nesta combinação?

Ricardo: Penso num bar, você ouve rock e bebe cerveja. As duas coisas são atemporais já existem há muitos anos e vão continuar sendo consumidas por muitos anos.

 

ROCKBREJA: Uma mensagem final aos fãs do Impéria ao nosso site.

Ricardo: Acompanhem a gente nas redes sociais (www.facebook.com/bandaimperia) em breve teremos novidades e lembrem-se qualidade é mais importante que quantidade.

Links:
http://www.bandaimperia.com/
http://twitter.com/bandaimperia
http://www.facebook.com/bandaimperia

 

Agradecimentos: Rômel Santos (Island Press)

About Henrique Carnevalli

Viciado em música, Pirado na fase psicodélica do Ronnie Von e Corinthiano. Lupúlomaníaco e Beer Sommelier formado no ICB.

Check Also

Existe rock bom na década de 2010? Sim!

Comentários no Facebook

Comentários

%d blogueiros gostam disto: